Conheça os principais erros ao importar e saiba como evitá-los

Quando o assunto é comércio exterior, por maior que seja o cuidado, um pequeno deslize pode levar a erros no processo de importação, gerando multas, atrasos e comprometendo também a liberação alfandegária.

Isso significa que o processo de importação não é para amadores. É necessário ter conhecimento e experiência para evitar esses problemas.

Pensando nisso, neste post separamos os erros mais comuns ao exportar e importar. Acompanhe!

Falta de planejamento

A ausência de planejamento é um dos erros mais comuns nos processos de importação.

Portanto, antes de fazer qualquer negociação, é necessário ficar muito atento às datas. É importante verificar, por exemplo, o calendário de feriados do país de onde virá a mercadoria para evitar atrasos na entrega.

Deve-se também considerar a origem da mercadoria, as modalidades de transportes, os tributos e o local de desembaraço aduaneiro. Dessa maneira, podem ser evitados erros no processo de importação, como:

  • NCM incorreta;
  • Tributação incorreta;
  • Atraso na liberação alfandegária.

Classificação fiscal incorreta da mercadoria

Todo produto, antes de seguir para o seu destino final, precisa ser enquadrado no NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul).

A Classificação Fiscal é um conjunto de informações tributárias, administrativas e estatísticas que permite saber quais as obrigações que a empresa precisa cumprir e serve de base para o cálculo dos custos dos produtos importados.

Por isso, conhecer a classificação fiscal é uma obrigação de todo importador para evitar problemas ou erros na hora de informar à Receita Federal, como multas.

Falta de tratamento fitossanitário na embalagem

Mercadorias importadas com dimensões maiores costumam ser transportadas em estrados de madeira.

Dessa forma, a legislação internacional exige que o material em questão receba um tratamento de fumigação para o controle de pragas.

Por isso, antes da importação, é fundamental que o importador exija do exportador a fumigação e o tratamento térmico, ambos requeridos pelo controle fitossanitário.

Isso evita autuações pelo MAPA durante o processo de importação, solicitando a troca ou o tratamento da madeira.

Não incluir a assinatura do exportador na fatura comercial

Nunca esqueça que todos os documentos devem ser originais e ter a assinatura de próprio punho do exportador.

Isso porque a Receita Federal não permite que as faturas cheguem ao Brasil apenas com a assinatura mecânica (em carimbo).

Para evitar maiores complicações, solicite a fatura original com a assinatura do exportador, preferencialmente em caneta azul.

Negociação com maus fornecedores

Fazer a negociação com maus fornecedores é um erro recorrente entre empresas que pode custar muito caro.

Portanto, antes de qualquer decisão, é fundamental realizar uma boa pesquisa para conhecer a idoneidade e a reputação de seus fornecedores, além de verificar a qualidade dos produtos.

Falta de  ajuda especializada no processo

Um erro bastante comum também é achar que pode realizar todas as etapas sem o auxílio de profissionais experientes, como contadores e despachantes.

Contar com uma ajuda especializada é o primeiro passo para evitar erros e falhas em todos os processos de importação, além de ajudar na:

  • Geração de notas fiscais de entrada;
  • Gestões de estoque e financeira;
  • Redução de custos com infraestrutura própria ou de banco de dados;
  • Eliminação de planilhas e processos manuais.

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